Dois gols para a história do futebol brasileiro
As enquetes estão no ar. As imagens das Tvs exibem os lances sistematicamente. Qual foi, afinal, o gol mais bonito da temporada do futebol brasileiro, o de Nilmar, do Internacional, contra o Corinthians, ou o de Éder Luís, do Atlético, diante do Sport? Nos dois lances, os atacantes fizeram uma 'fila' de marcadores, até a conclusão para as redes. O gol de Nilmar teve um grau maior de dificuldade, porque o colorado partiu da direita em diagonal, até iludir o goleiro Felipe, já no outro lado da área. O de Éder Luís revelou, a favor do alvinegro, uma virtude: ele partiu do seu próprio campo. Em linha reta, mas numa arrancada de quase 60 metros. Dois gols que tiraram o fôlego dos torcedores do Inter e do Galo, sem dúvida. E, mais ainda, dos volantes e dos zagueiros que correram atrás dos artilheiros, sem sucesso. Independentemente da escolha de cada torcedor, os dois gols já fizeram história. Tanto que estão sendo reprisados a todo instante pelas emissoras de TV.
Escrito por Daniel Gomes às 23h46
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A "magia" da Champions League
Vários bares de Belo Horizonte, temáticos ou não, preparam-se para exibir, nesta quarta à tarde, a grande final da Liga dos Campeões da Europa, entre Barcelona e Manchester United, tendo Roma como palco. Sem contar um grande número de lanchonetes, que estarão com as TVs ligadas mostrando, em detalhes, o confronto Messi X Cristiano Ronaldo. São os novos tempos: o futebol europeu exercendo uma surpreendente magia sobre os torcedores brasileiros, logo eles, habituados a festejar as históricas conquistas da seleção canarinho e dos maiores times do país cinco vezes campeão mundial.
Escrito por Daniel Gomes às 00h32
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Por onde andam os 'maestros' do futebol?
O armador clássico, aquele visto pela crítica, pela torcida e pelos próprios companheiros como um 'maestro' em campo, capaz de fazer uma leitura arrojada e precisa do jogo, dando um toque de classe ao ritmo de sua equipe, é, hoje, uma espécie em perigo de extinção? O tema foi posto em debate pela própria Federação Internacional de Futebol. A Fifa revela preocupação com os rumos que o 'esporte das multidões' está tomando. E indaga: com a supremacia cada vez maior da força física, com a consequente redução dos espaços para a criação, não é tempo de os técnicos voltarem suas atenções para os 'regentes'? A entidade relaciona alguns dos craques que fizeram história na arte de criar jogadas para os companheiros transformá-las em gols e em manobras espetaculares. Começando pelo Brasil: Zizinho, Didi, Gerson, Rivellino, Tostão, Zico, Sócrates, Ronaldinho Gaúcho e Alex, estes dois últimos em atividade, um no Milan, outro no Fenerbahce. E passando pela Argentina: Maradona e Bochini. Além dos uruguaios Francescoli e Recoba, do colombiano Valderrama e do equatoriano Aguinaga. Alguns dos europeus lembrados: o checo Masopust, o sueco Liedholm, o húngaro Bozsik, o argentino-espanhol Alfredo di Stéfano, o holandês Cruyff, os franceses Platini e Zidane, o inglês Hoddle. Pelé, segundo a Fifa 'o número 10 mais emblemático da história do futebol', foi citado como um criador e um finalizador, ao mesmo tempo. Com relação aos que 'sobreviveram' na função, a Fifa cita, além de Ronaldinho e Alex, o argentino Riquelme, os italianos Totti e Pirlo e os espanhóis Fábregas e Xavi. Para a Fifa, passou da hora do retorno dos regentes aos gramados, para que o futebol, capaz de parar o planeta de quatro em quatro anos, na Copa do Mundo, recupere um pouco da magia perdida.
Escrito por Daniel Gomes às 17h03
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O Mundial-2014 está chegando
A Fifa vai anunciar, no próximo dia 31, um domingo, em Nassau, nas Bahamas, as 12 cidades-sede escolhidas para a Copa do Mundo de 2014, que terá o Brasil como palco. Antes, a agenda prevê a reunião do Comitê Executivo da entidade. A partir de 14h (de Brasília), portanto, o Mundial será uma realidade na vida dos milhões de brasileiros, eternos apaixonados pelo futebol e pela maior competição do esporte mais popular do planeta. Será um trabalho árduo, mas, seguramente, compensador, do ponto de vista da capacidade empreendedora do Brasil. Lembro-me de uma entrevista da qual participamos, em dezembro de 1989, no ginásio de Eur, em Roma, com o então presidente do Comitê Organizador do Mundial Itália-90, Luca di Montezemolo, hoje presidente mundial da Fiat e da Ferrari, além de dirigir a Associação dos Times da Fórmula-1. Desportista apaixonado, Montezemolo é um ferrenho torcedor da Juventus de Turim. Muito simpático e extremamente bem educado, Luca Cordero di Montezemolo explicou - numa tradução livre -, utilizando-se de um simbolismo tipicamente italiano, como é o desafio de comandar a organização de uma Copa do Mundo: 'O Mundial é como um banquete de gala, você não pode se preocupar apenas com a perfeição dos pratos que serão servidos, com a qualidade dos pães, dos vinhos e da sobremesa, mas, também, com os talheres, com a acomodação dos convidados, com a música, com o bem-estar de todos, com os licores, com o café'. Ou seja, com todos os detalhes. Nenhum deles pode escapar do olho clínico do anfitrião. E o Mundial Itália-90, apesar do sempre confuso trânsito de cidades como Roma e Nápoles, foi um grande sucesso, em todos os sentidos. Cabe aos brasileiros, portanto, seguir à risca a receita de Montezemolo: do primeiro prato, até o café e os licores, tudo tem que correr de forma perfeita. Sem improvisações.
Escrito por Daniel Gomes às 02h06
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Nilmar e Maradona dominam a mídia esportiva
Dois nomes ocuparam grandes espaços na mídia internacional nas últimas horas: Nilmar e Diego Armando Maradona. O gol marcado pelo atacante do Internacional contra o Corinthians, domingo, no Pacaembu, ainda roda o mundo, em dezenas de portais na internet. O jornal italiano 'Gazzetta dello Sport' resumiu o antológico gol de Nilmar, após driblar nada menos de seis adversários: 'Nilmaradona', em alusão ao gol de 'El Diez' contra a Inglaterra, na Copa do Mundo México-1986. Outro diário italiano, 'La Reppublica', exaltou o lance: 'Liga Brasileira começa com supergol de Nlmar'. Até a Fifa rendeu-se ao espetacular gol do artilheiro colorado. Em seu sítio, registrou: 'O único gol da partida foi uma obra de arte de Nilmar, que driblou cinco rivais antes de marcar'. Na verdade, foram seis corintianos na 'fila'. Já Maradona surpreendeu com mais uma de suas extravagâncias, ao convocar o atacante Estéban Fuertes, do Colón, de Santa Fé, para o amistoso do dia 20, contra o Panamá. Quando jogou no Lens, da França, e no River Plate, de Buenos Aires, Fuertes nunca foi convocado para a Seleção Argentina. Agora, aos 36 anos, já vislumbrando o final de carreira, vestirá, pela primeira vez, a camisa 'celeste y blanca'. Torcedores e críticos não entenderam nada, mas Maradona é assim, e nunca mudará. Gosta de uma polêmica tanto quanto de uma boa parrillada.
Escrito por Daniel Gomes às 14h23
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São Paulo e Nacional avançam, sem jogar, na Libertadores
O sítio da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), até às 22h40min, não havia registrado a notícia. A última abordagem do tema foi no dia 8. Mas os portais brasileiros e internacionais já anunciaram que São Paulo e Nacional de Montevidéu estão, previamente, classificados para as quartas-de-final da Libertadores, com a desistência de Chivas Guadalajara e San Luís de Potosí, que renunciaram à competição por conta da gripe suína que atormenta o México e vários países mundo afora. Assim, o Tricolor paulista aguarda, mesmo sem jogar, o vencedor do cruzamento Cruzeiro x Universidad de Chile, enquanto o Nacional vai enfrentar o ganhador de Palmeiras x Sport. Os mexicanos, que avisaram antecipadamente à Conmebol que não prosseguirão no torneio, não perderão por W.O. - ou Walking Over, como dizem os ingleses . Até porque os jogos contra brasileiros e uruguaios serão, simplesmente, cancelados. Os mexicanos, extremamente simpáticos e irmãos de fé dos brasileiros, muito por causa do futebol, dão sinais de que estão cansados de serem estigmatizados como propagadores da gripe suína. Eles têm sido tratados, em muitos países, como pessoas de segunda classe, uma injustiça para os filhos de um país que tem uma das mais ricas culturas do mundo moderno.
Escrito por Daniel Gomes às 23h21
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Cruzeiro apresenta as suas cartas e vence o Flamengo
Cruzeiro e Flamengo disputaram uma partida em alta rotação, na estreia dos campeões de Minas e do Rio de Janeiro no Campeonato Brasileiro. A bola rolou e os dois times partiram para o ataque, no Mineirão, criando boas chances de gol. De cara, uma boa defesa de Fábio, outra de Bruno. Quando Jancarlos foi expulso, aos 14min da primeira fase, ao cortar com a mão uma jogada em sua área, a torcida cruzeirense temeu pelo pior. Pênalti marcado. Mas Fábio fez a sua parte, e defendeu a cobrança de Juan. Com um a menos, o Cruzeiro tratou de se segurar. E o fez bem, apesar de correr todos os riscos. Investindo nos contragolpes, chegou ao primeiro gol, aos 29min, com Kléber cobrando pênalti. Os rubro-negros reclamaram muito do árbitro Paulo César Oliveira, alegando que a falta ocorreu fora da área. Os treinadores mexeram, Adilson Batista para se resguardar, como exigia o momento, e Cuca para atacar, tentando tirar proveito do fato de jogar com um a mais. O segundo tempo não foi diferente, muita velocidade e boas oportunidades de lado a lado. Aos 44min, Ramires, em grande jogada, escapou de seus marcadores e cravou 2 a 0, resultado que confirma o Cruzeiro como um dos favoritos ao título da temporada. Por falar em gol, longe da Pampulha, mais precisamente no Pacaembu, Nilmar, do Internacional, marcou um que vai entrar para a história do Brasileirão. Partiu da direita, em diagonal, driblando nada menos de cinco defensores, até concluir o lance, um toque com precisão cirúrgica no canto esquerdo do goleiro. O Inter mostrou, na vitória sobre o Corinthians, que é, de fato, e não apenas na teoria, um seríssimo candidato à conquista do Campeonato Brasileiro.
Escrito por Daniel Gomes às 19h00
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Galo precisa de um 'regente' no Brasileirão
O Atlético fez um primeiro tempo tímido, e uma segunda fase razoável. Pouco, é verdade, para estrear no Campeonato Brasileiro com uma vitória sobre o empolgado Avaí, na Ressacada, em Florianópolis. O empate em 2 a 2, ao final, acabou sendo um resultado não para ser festejado pelo time mineiro, mas, ao menos, suficiente para aliviar a tensão natural que provoca a 'arrancada' no Nacional. Mesmo porque a equipe alvinegra saiu em desvantagem no placar, 2 a 0, e, com muito esforço, mas com pouca técnica, alcançou a igualdade, com um belo gol de Alessandro, e outro de Carlos Alberto, após boa jogada de Diego Tardelli. Mas, logo na primeira rodada, ficou muito claro: para ter ilusões no Brasileirão, o Atlético precisa de um armador que 'pense' o jogo, que consiga criar uma jogada ofensiva aguda, e que, de quebra, coordene as manobras no meio. Parece muita coisa, mas, para um bom articulador, são tarefas corriqueiras, executadas diariamente nos treinamentos. Não foi a estreia dos sonhos dos atleticanos, mas, de qualquer forma, o empate, pelas circunstâncias, certamente pode servir como uma alavanca para o time de Celso Roth, que, na segunda rodada, terá uma pedreira pela frente, o Grêmio, no Mineirão. Exatamente o ex-clube do treinador. Eis um bom desafio para o Atlético deixar claro, diante de sua torcida, quais são as suas ambições na principal competição de clubes do futebol brasileiro.
Escrito por Daniel Gomes às 01h08
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Pênaltis atormentam Simon
Carlos Eugênio Simon não anda em boa fase. Agora, é a vez dos paraguaios se rebelarem contra a atuação do árbitro gaúcho. Tudo por conta do pênalti que ele marcou contra o Libertad no primeiro confronto das oitavas-de-final da Libertadores, diante do Estudiantes, em La Plata. Os argentinos venciam por 1 a 0, e Simon anotou o polêmico pênalti em falta do zagueiro Samudio em Angeleri. De acordo com a maioria dos críticos, não houve a infração. E o paraguaio ainda foi expulso. Gol do Estudiantes, que, depois, faria 3 a 0, resultado que deixa 'los pinchas' praticamente nas quartas-de-final. O técnico do Libertad, Javier Torrente, criticou Simon com energia. Único brasileiro indicado para apitar na Copa do Mundo do próximo ano, na África do Sul, Simon, pelo visto, continua atormentado pela 'síndrome dos pênaltis'.
Escrito por Daniel Gomes às 21h40
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Cruzeiro com um pé nas quartas-de-final
O Cruzeiro cumpriu bem, com eficiência, a primeira parte de sua tarefa nas oitavas-de-final da Libertadores. Superou o Universidad de Chile, em Santiago, por 2 a 1, e se garante na próxima fase com um empate no Mineirão, na próxima quinta. A vitória, que deixa bem encaminhada a classificação cruzeirense, começou a ser desenhada logo aos 8min da etapa inicial. Boa jogada de Ramires, que Soares aproveitou com precisão, calando mais de 50 mil 'hinchas' rivais. Confirmando o domínio da partida, a equipe de Adilson Batista ampliou aos 6min do segundo tempo, com Marquinhos Paraná. Mesmo mandando no jogo, o Cruzeiro permitiu alguns espaços perigosos à 'La U', que se arriscou no ataque. Fábio, no entanto, estava em noite boa. A cinco minutos do final, num vacilo da defesa, Villalobos diminuiu. Ninguém ganha de véspera, é verdade, mas, não há como negar, o Cruzeiro está com um pé nas quartas-de-final. O retrospecto na atual competição é um forte aliado. Na primeira fase, venceu todos os adversários no Mineirão. E o time chileno não mostrou, pelo menos no jogo de ida, ser um obstáculo capaz de tirar o sono dos cruzeirenses.
Escrito por Daniel Gomes às 00h49
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Um 'meio milagre' no Mineirão
O Atlético conseguiu o mais difícil, devolver o placar elástico ao Vitória no tempo regulamentar. Mesmo correndo riscos, tomou a iniciativa do jogo e partiu para cima do rubro-negro baiano. Apesar de toda a ansiedade, o time alvinegro, na estréia de Celso Roth no comando técnico, alcançou a primeira parte do 'milagre', com Renan marcando na etapa inicial e Welton Felipe e Alessando completando o placar na segunda fase. Mas, aí, vieram os pênaltis, um fantasma que ronda a vida do Atlético no Mineirão em competições nacionais. Vitória 5 a 4, e o Atlético, mais uma vez, ficou no meio do caminho na Copa do Brasil, um torneio que, historicamente, parece ignorar olimpicamente o Galo. A torcida até chegou a imaginar que o seu time, finalmente, seria premiado pelo grande esforço que fez em campo nos 90 minutos. Mas, de novo, se viu obrigada a continuar convivendo com a decepção. O primeiro semestre do Atlético está, irremediavelmente, perdido.
Escrito por Daniel Gomes às 00h45
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'Esqueceram de mim', dirá Amarildo, certamente
O Centro de Memória do Maracanã esqueceu-se de Amarildo. Exatamente o atacante que substituiu ninguém menos que Pelé na Copa do Mundo do Chile, em 1962, quando a Seleção Brasileira conquistou o bicampeonato. O espaço relata a história do legendário estádio carioca através de fotos, inclusive da fase de construção. Lá estão as fotos da Seleção Brasileira cinco vezes campeã mundial, em 1958, 62, 70, 94 e 2002. Com um detalhe: o pôster de 1962 mostra a equipe que iniciou a Copa do Chile, portanto, com Pelé. O 'rei do futebol' deixou o gramado lesionado na segunda partida, no empate de 0 a 0 com a Tchecoslováquia, e Amarildo, então jogador do Botafogo, o substituiu na partida seguinte, contra 'La Fúria'. E marcou três gols na Copa, dois na vitória de 2 a 1 sobre a Espanha, na primeira fase, e um na finalíssima, contra a Tchecoslováquia, no repeteco do torneio, 3 a 1 para o Brasil. O campista Amarildo Tavares Silveira, que recebeu de Nelson Rodrigues o apelido de 'O Possesso', acabou se transformando em um dos grandes nomes da conquista do bicampeonato mundial. Competição, aliás, que teve Garrincha como o seu maior destaque. Destruiu, na bola, um a um de seus marcadores. Amarildo começou no Goytacaz, de Campos, depois jogou no Flamengo, Botafogo, Milan, Fiorentina, Roma e Vasco. Os jogos do Brasil na conquista do bicampeonato em gramados chilenos: 2 a 0 no México, 0 a 0 com a Tchecoslováquia e 2 a 1 na Espanha, na primeira fase; 3 a 1 na Inglaterra, nas quartas-de-final; 4 a 2 no Chile nas semifinais, e 3 a 1 na Tchecoslováquia, na grande decisão no Estádio Nacional de Santiago. O craque, de quebra, participou de um ataque que fez história no Botafogo: Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. O futebol brasileiro, sem dúvida, está em dívida com Amarildo. Não é questão de vaidade, é de justiça: os cariocas devem providenciar, com urgência, uma foto da Seleção Brasileira de 1962, do jogo contra a Espanha em diante, para colocar em seu centro de memória. Até Pelé, certamente, vai aplaudir.
Escrito por Daniel Gomes às 22h39
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Os 'fantasmas' dos técnicos atleticanos
Os resultados dos últimos anos, tanto no Campeonato Mineiro, quanto na Copa do Brasil, continuam provocando estragos no Atlético. Celso Roth, que está de volta ao clube, dirigiu a equipe 40 vezes, em 2003. Venceu 22 jogos, empatou 11 e perdeu sete. Deixou a equipe alvinegra em sexto lugar no Campeonato Brasileiro, boa posição na tabela, portanto, após perder o Estadual para o Cruzeiro e ser eliminado do torneio nacional pelo Sport. A saída se concretizou depois de uma derrota para o Fortaleza, no Brasileirão. Para completar o ano ruim do Galo, o rival Cruzeiro conquistou as três competições da temporada, vencendo, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro. Já Emerson Leão retorna a São Paulo após uma campanha de respeito. Ficou invicto 13 rodadas do Estadual, com 12 vitórias e um empate, levando seu time ao primeiro lugar nas semifinais, mas, a goleada de 5 a 0 para o Cruzeiro, pesou. Além de outras duas derrotas para o maior adversário, uma no Torneio de Verão, no Uruguai, e novamente na primeira etapa do Estadual. Sem contar o tropeço diante do Vitória, 3 a 0, na Copa do Brasil. O Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil, como se vê, continuam sendo um fantasma para boa parte dos treinadores do Atlético. Celso Roth, logo em sua estréia, terá um grande desafio pela frente: anular a imensa vantagem do Vitória e seguir em frente na Copa. Uma pedreira de tirar o sono.
Escrito por Daniel Gomes às 00h00
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Cruzeiro carimba o título invicto
Ao Atlético só restava, no último capítulo do Campeonato Mineiro, tentar interromper a série invicta do Cruzeiro no clássico, até porque o título já estava mais do que sacramentado, após a estonteante goleada de 5 a 0 imposta pelo time celeste na primeira partida da decisão. O estreante Fabiano até que deu um certo alento aos atleticanos, ao fazer 1 a 0. Mas a alegria alvinegra durou pouco. Kléber, de pênalti, empatou, determinando o placar de 1 a 1, resultado mais do que suficiente para o Cruzeiro festejar o bicampeonato, e sem perder de ninguém. Foram 12 vitórias e cinco empates. E o Atlético ainda viu o Cruzeiro ampliar a série invicta para 12 partidas, com 10 vitórias e dois empates. O primeiro tempo foi equilibrado, o segundo teve domínio cruzeirense, sobretudo após a expulsão de Carlos Alberto. Ao final, Welton Felipe e Wellington Paulista também receberam o vermelho, o zagueiro atleticano por uma entrada forte em Kléber, o cruzeirense por tirar satisfações com o adversário. Enquanto os cruzeirenses comemoram e esperam os jogos com os chilenos pela Libertadores, os atleticanos passam a torcer por um milagre na partida de volta da Copa do Brasil, contra o Vitória. Mesmo porque o primeiro milagre não aconteceu.
Escrito por Daniel Gomes às 18h53
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Clássicos não dependem, mais, apenas de tradição, mas de competência
Os clássicos, no futebol, com as exceções de praxe, sempre foram marcados por uma aura de equilíbrio de ações, de disputas ferrenhas por cada palmo do gramado. Os números, hoje, revelam que não há mais um ritual, uma solenidade, envolvendo os confrontos entre adversários históricos. Antes, dizia-se que clássico era decidido nos detalhes, e que a tradição, muitas vezes, falava mais alto. Um dos times, mesmo vivendo um momento de maior fragilidade, poderia, num lance fortuito, superar o rival. O quadro mudou, e radicalmente. As goleadas, antes contadas nos dedos das mãos, passaram a ser banais. Quem está melhor tem chances quase totais de nocautear o adversário. Vem da Espanha o exemplo mais claro de que os tempos são outros, até porque o clássico envolve dois dos maiores times do mundo. O Barcelona, em pleno Santiago Bernabéu, aplicou 6 a 2 no Real Madrid, neste sábado, e colocou a mão na taça de campeão espanhol da temporada 2008/09. Agora, são 85 pontos para os catalães, contra 75 dos 'merengues', faltando quatro rodadas para o final da competição. E com direito a 'barba e bigode', já que, no turno, o Barça venceu por 2 a 0, no Camp Nou. Um time que tem Messi, Thierry Henry e Samuel Eto'o está, quase sempre, rondando as vitórias e os títulos. Os clássicos já não são feitos apenas de tradição, e, sim, de equipes fortes e competentes, capazes de mudar a história do futebol.
Escrito por Daniel Gomes às 22h08
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